Fresadoras

Quais são os eixos de trabalho de uma fresadora?

5 min de leitura Equipe técnica de Heller Maquinaria

¿Cuáles son los ejes de trabajo de una fresadora?

As fresadoras se caracterizam pela ferramenta de corte que utilizam para a usinagem, a fresa. Além disso, também pelo movimento que a máquina pode realizar em relação ao plano cartesiano. Quais são os eixos de trabalho de uma fresadora? Que tipos de fresadora existem segundo esses eixos?

Os tipos de fresadoras segundo os eixos de trabalho

Essas máquinas-ferramenta, nas quais a usinagem é por remoção de cavaco, podem ser classificadas de duas maneiras: segundo a orientação da ferramenta de corte (fresa) em relação à peça e segundo o número de eixos. A quantidade de eixos de trabalho de uma fresadora limita ou permite que se realizem certas operações de usinagem.

As fresadoras, pelo número de eixos em que trabalham, podem ser de:

  • Três eixos. Esse tipo de máquina pode controlar o movimento relativo entre a fresa e a peça a ser usinada nos três eixos do plano cartesiano (X, Y e Z).
  • Quatro eixos. Essas máquinas-ferramenta, além de permitirem um movimento entre a ferramenta de corte e a peça a ser trabalhada nos três eixos do sistema cartesiano, permitem o giro da peça. Ou seja, a máquina é capaz de controlar o eixo de giro da peça em torno de um eixo por meio de um mecanismo divisor. Esse tipo de fresadora é muito utilizado quando se deseja usinar peças de forma cilíndrica.
  • Cinco eixos. As fresadoras de cinco eixos são máquinas muito avançadas e complexas que não só permitem o movimento no plano cartesiano, mas também controlam diferentes giros da peça. Nessa máquina o giro da peça pode ser feito em dois eixos, perpendicular à ferramenta ou paralelo a ela; mas também permitem o giro no plano horizontal e com um grau de inclinação por parte da ferramenta. Esse tipo de fresadora permite a usinagem de peças complexas, e o ângulo de alcance da fresa sobre a superfície da peça é maior.

Quais são os movimentos da fresadora?

As fresadoras se caracterizam por serem máquinas-ferramenta muito versáteis que permitem a usinagem por remoção de cavaco. A remoção do material excedente da superfície da peça a ser trabalhada ocorre quando a ferramenta de corte entra em contato com ela. Graças às fresadoras é possível usinar diferentes materiais, como o ferro e o ferro fundido, metais não ferrosos, aço, madeira e materiais sintéticos como o plástico. Além disso, em uma fresadora podem ser trabalhadas peças com diferentes superfícies: planas, curvas, dentadas ou com ranhuras.

O movimento da fresa

Em uma fresadora, como em qualquer máquina-ferramenta, os eixos de trabalho e os movimentos de deslocamento são fundamentais para uma boa usinagem. O deslocamento pode ser realizado pela ferramenta de corte, pela peça ou pela mesa de trabalho. No caso da fresadora, a fresa costuma permanecer presa ao cabeçote, que se mantém fixo. Nessas máquinas, a fresa tem um movimento rotativo, pois gira em torno de seu próprio eixo.

Embora a ferramenta permaneça fixa e apenas gire em torno de seu eixo, alguns tipos de fresadoras permitem a variação do ângulo de inclinação da fresa. Também admitem prolongar a posição dela em relação ao eixo em torno do qual gira.

O deslocamento da mesa

Se a ferramenta de corte está fixa na fresadora, é a mesa que tem de fazer os deslocamentos para que a fresa possa usinar a peça; esta última é montada sobre a mesa e fixada a ela. O movimento da mesa pode ser manual ou automático; tudo depende do tipo de fresadora. A mesa pode seguir, além disso, velocidades de avanço ou de movimento rápido em vazio.

A mesa pode se mover graças à caixa de avanços (milímetros por minuto), na qual o operador deverá escolher o avanço necessário para a usinagem que se realiza.

O movimento entre a peça e a ferramenta

Quando a peça e a ferramenta de corte se movem uma em relação à outra, podem ocorrer três tipos de movimentos diferentes:

  • Movimento de corte: é o movimento realizado pela ponta da fresa para remover o material excedente.
  • De avanço: é o deslocamento pelo qual a ferramenta se aproxima da superfície sem cortar.
  • Profundidade de passada ou de perfuração: é o movimento de avanço que permite que os cortes sejam mais profundos.

Os movimentos nos eixos de trabalho da fresadora

Além dos movimentos de corte, de avanço e de profundidade (que na realidade podem ser traduzidos como velocidades de corte, avanço e profundidade), existem outros deslocamentos nos eixos de trabalho da máquina. Estes podem ser cinco e nem todas as fresadoras podem realizá-los. Tudo depende do tipo de fresadora utilizada.

O movimento mais básico e que todas as fresadoras realizam é o longitudinal. Esse deslocamento é realizado no eixo X. Para que esse movimento seja eficaz, a peça deve ser fixada firmemente à mesa por meio de morsas. Esse movimento também pode ser utilizado para talhar ângulos. Além do deslocamento longitudinal, as fresadoras são dotadas de um movimento transversal em relação ao eixo Y. É simples e básico, pois é utilizado para posicionar corretamente a fresadora em relação à peça. O terceiro movimento é o vertical e é realizado no eixo Z. Esse tipo de deslocamento é utilizado para determinar a profundidade de corte.

Há também movimentos de giro que podem ser em relação ao eixo longitudinal ou ao eixo vertical. O giro longitudinal é possível graças a um cabeçote divisor ou se for utilizada uma mesa oscilante; já o vertical ocorre quando a mesa pode girar por completo ou em ângulos de até 45 graus.

Perguntas frequentes

Quais são os eixos de trabalho de uma fresadora?

Os eixos básicos são três: X, Y e Z. No eixo X é feito o movimento longitudinal, o mais básico e comum a todas as fresadoras; no Y, o transversal, que serve para posicionar a fresadora em relação à peça; e no Z, o vertical, que determina a profundidade de corte. Algumas fresadoras acrescentam giros em torno do eixo longitudinal ou do vertical.

Qual é a diferença entre uma fresadora de três, quatro e cinco eixos?

A de três eixos controla o movimento relativo entre a fresa e a peça em X, Y e Z. A de quatro eixos acrescenta o giro da peça em torno de um eixo por meio de um mecanismo divisor, útil para peças cilíndricas. A de cinco eixos controla além disso vários giros da peça e a inclinação da ferramenta, o que permite usinar peças complexas com um maior ângulo de alcance da fresa.

Quais movimentos existem entre a fresa e a peça?

Há três: o movimento de corte, que a ponta da fresa realiza para remover o material excedente; o de avanço, com o qual a ferramenta se aproxima da superfície sem cortar; e a profundidade de passada, o avanço que permite cortes mais profundos. Na prática se traduzem em velocidades de corte, de avanço e de profundidade.

Como se move a mesa de uma fresadora?

Como a fresa costuma estar presa a um cabeçote fixo e apenas gira em torno do seu eixo, é a mesa, com a peça presa nela, que se desloca. O movimento pode ser manual ou automático conforme a fresadora, com velocidade de avanço ou em avanço rápido a vazio. O avanço é escolhido na caixa de avanços, em milímetros por minuto. Algumas mesas giram até 45 graus ou por completo.

Comparativo de modelos

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Fresadoras · 20 modelos

Linha ModelosComprimento da mesa (mm)Curso longitudinal (mm)Cone do fusoPotência (kW)Ver ficha
Universales FU1120 · FU1250 · FU1370 · FU1370I · FV1400 …1120–1850600–1500ISO 40 · ISO 502,2–7,5Ver ficha →
Torreta FTV2 · FTV3 · FTV3-SP · FTV3E · FTV3i …1246–1670700–1300ISO 402,2–3,7Ver ficha →
Carnero motorizado FCM1600 · FCM20001600–20001200–1400ISO 507,5Ver ficha →

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